
A fé como criança
“A fé é a certeza das coisas que se esperam”.
A fé é contrária à razão. As coisas espirituais são compreendidas pela fé e não pela lógica dos fatos. Também não se entende o mundo científico, físico, pela fé, assim como não se explica com a razão os mistérios do espírito.Não temos que nos esforçar para ter fé. Ela é um dom de Deus, não vem de nós.
Quando eu era pequena e brincava de boneca, tinha uma geladeira de caixote de madeira com tampa, que gelava de verdade. A água do banho das bonecas era aquecida no sol e ficava tão quente que eu tinha que temperá-la com água fria para não queimar a “pele dos bebês”. E as roupas eram perfeitamente engomadas com água de sabão.Não era necessário me esforçar para acreditar naquelas coisas. Eu cria e pronto.
Assim também acontece com nossa vida cristã. Nós cremos, não sabemos por que cremos e como cremos. Isto é fé. Não se explica. Se houver explicação, não é fé, mas razão. Quando um pai coloca o filho no alto de um muro e diz: ”- pula!” O menino pula. Ele não raciocina matematicamente sobre a distância entre os dois para saber se vai dar para o pai pegá-lo, não analisa o tamanho do amor do pai, a ponto de jamais lhe pedir uma coisa impossível de realizar, não pensa nas conseqüências de uma possível queda e simplesmente se joga nos braços do pai de olhos fechados. Ele apenas confia.
Não é uma fé teológica baseada nos dogmas que devemos ter. Não é uma fé apoiada em doutrina sistemática que é necessária para se ter comunhão com Deus. Nós devemos estudar; isto é bom. É bom saber onde está apoiada a nossa fé para não sermos levados por qualquer vento de doutrina. É bom estar pronto para responder a respeito de nossa fé. Mas a fé que precisamos realmente, para a comunhão com Deus, não é injusta e inerente a poucos estudiosos. Não é uma fé científica pertencente a uns poucos premiados da vida que podem se aprimorar no conhecimento e extrair o verdadeiro significado das escrituras. Mas a fé que Deus quer é aquela da criança que pula sem pensar nos braços do pai.
“Sem fé é impossível agradar a Deus”
O dia em que nascemos do ventre de nossa mãe, nascemos da carne, mas importa-nos nascer de novo do espírito. Quando entregamos a vida a Jesus, Ele faz uma ponte de fé entre nós e Deus. Ele nos liga novamente pelo seu Espírito ao Nosso Senhor de quem estávamos separados. Porque nascemos em pecado e em pecado nos concebeu nossa mãe. Aí sim, em nossa nova natureza, nos tornamos crianças espirituais confiantes no nosso Pai eterno que nos gerou. E, se ele disser:- “pula!” Eu pulo de olhos fechados.